A Sabedoria do Gênesis – Cap. 5 “O TEMPO DO PECADO DE ADÃO E O SEXTO DIA”

Desde o tempo em que Adão e Eva pecaram, com a maldade adquirida por meio das palavras do maligno no Jardim do Éden, quando lhe deram ouvidos, passaram então a um estado de corrupção no qual seus corpos se encheram de pecado.

Desde este momento o pecado começa a habitar neles, como uma enfermidade que lhes foi introduzida.

No momento em que Deus lhes disse que se comessem da árvore do fruto do bem e do mal eles morreriam, e comendo eles, embora em estado de transgressão, continuaram existindo “vivos”, ainda que vida tenha no Senhor um sentido bem mais excelente, isso não significou que a promessa de Deus tenha falhado. Porém, de fato, entrou neles a morte.

Desde aquele momento se encontravam em pecado, e mudou-se lhes o estado de sua natureza.  Pelo que Deus lhes dá “a condição” de vestirem-se com peles de animais, o que significa a condição corrupta do homem existente atual.

Os frutos descritos na Palavra, permitidos por Deus para serem comidos por Adão e Eva no Paraíso, se referem as virtudes e conhecimento de Deus, os quais Ele permitiu que o homem deles se alimentasse. Não fisiologicamente, mas sim frutos a serem frutificados no homem, como o fruto da sabedoria, da paz, da longanimidade, da justiça, do amor, etc…

A primícia divina e a criação natural do homem na terra

O que vem de cima é sobre todos, quer  dizer, Deus em Cristo (Joao 3:13). Ou seja, o Senhor veio de cima, porém o homem formado por Deus no Éden caiu daquele lugar. Não só em espaço, mas em condição também.

Adão, portanto, não veio sobre essa terra caída da mesma forma em que Jesus se manifestou aqui; pelo contrário, o Redentor veio de um lugar muito mais alto do que o Éden de onde Adão caiu.

Quando o homem estava sem pecado no Paraíso, Ele estava acima deste mundo, ou melhor dizendo, estava acima de onde haveria de ser este mundo (pois este mundo ainda não existia). Naquele tempo habitava com os anjos.

Somente após pecar e cair do lugar celeste onde habitava, Deus, para resgatar esse homem (que havia feito perde-se e colocou em corrupção todas as coisas através do pecado, pela tentação de Satanás), enviou dos céus a Jesus Cristo, em resgate do homem caído. E deste modo, através do sacrifício da cruz, rasgar o véu de separação entre o homem e Deus, e então poder entrar em seu coração. Segundo a revelação do Evangelho tal como hoje sabemos e conhecemos.

Com esse mistério vemos o poder do Senhor descendo lá do alto, acima de todos os céus, na manifestação do Verbo de Deus, seu filho entregue como sacrifício pascoal, para edificação da casa de Deus, como dito nas Escrituras:

“Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo.”

João 2:19-21

“Porém, quem seria capaz de lhe edificar uma casa, visto que os céus e até os céus dos céus o não podem conter? E quem sou eu, que lhe edificasse casa, salvo para queimar incenso perante ele?”

2 Crs 2:6

“27 Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado.”

1 Reis 8:27

“A casa edificada por Salomão, o templo, não passava de uma sombra da verdadeira casa de Deus, que é o Corpo Glorificado de Cristo desde a sua ressurreição até sempre.

 “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”

Genesis 1:2

Quando a criação foi feita, estava desordenada e vazia, não havia forma alguma. Isto, não apenas refere-se a um ordenamento de leis da criação ou de formas nela, as quais ainda nem existiam, senão que também, uma vez que as trevas dominavam em meio de tudo isto, havia um deserto, como consequência. Não tinha um sentido. Um caos na existência material, era assim.

Algo como sem um sentido de leis naturais ou manifestação do projeto de construção de Deus.

Não poderia existir forma alguma, sem que o próprio Deus, o criador, Verbo ali manifestado, viesse a estabelecer um caminho ou uma ordem.

Era necessário um princípio para que houvesse um fim, uma finalidade. E tudo em um ordenamento natural e espiritual por Ele estabelecido.

Ainda que estivesse o Gênesis material (do universo palpável) sendo ordenado por Deus no início,  e estamos dizendo, após a queda de Adão, o criado desde ali, já neste tempo corrente, Deus o fez de forma temporal.

Era bom o que Deus criava ali em seu projeto, porém esse bom não se refere a bondade conforme a plenitude de Deus. Senão que, mesmo sendo uma sombra da perfeita criação eterna de Deus, ainda sim, era bom. Bom sim, mesmo com o criado contido na natureza já em corrupção, e bom também pela sua espera e destino: Pela expectação, do projeto divino em que a criação eterna no Cristo que estava por vir haveria de se manifestar.

Então Deus viu que era bom o que criava. Bom, como dissemos, enquanto propício a manifestação da vida natural que estava se dando no princípio, juntamente com todo ser vivente aqui na terra. E pela evidencia do Seu poder Naquilo que havia sido feito por Ele. E gemendo a criatura para que em meio a tudo, se manifestasse o fruto em Deus que está em Cristo.

Assim, Deus não fez essa criação para que fosse eterna. É algo que tem um determinado tempo, que tem um fim.

Por isso é que vemos dias e tempos passarem na criação, desde o primeiro dia em que o Universo foi iniciado por Deus, até o sexto dia, conforme a descrição no livro de Genesis.  Ali indica um tempo previamente estabelecido, para a manifestação do homem natural na terra.

Também veremos, de acordo com o dito anteriormente, o chegar do sétimo dia, tempo de Deus no mundo natural. Este dia, o dia do Senhor, atualmente se encontra acima desta realidade, em uma manifestação plena e definitiva Dele, do Gênesis e do Fim, da glória do Eterno no meio dos homens. Sendo este o local de reunião e santidade com Deus, eternamente.

É um fato em verdade, que o Senhor veio de cima, para encontrar-se com os homens aqui na terra, veio de um lugar que se encontra além de todos os céus, para fazê-los participantes de sua glória. Chamando-nos a entrar em um novo dia, um dia maravilhoso, para que em Jesus Cristo descansemos por todo sempre.

Um lugar em magnificência, o sétimo dia, foi feito por Deus, o descanso do Senhor, no qual estamos em comunhão e em santidade com Ele. Criado por Deus para que nós, os homens fôssemos reunidos com Ele para sempre nesse descanso eterno. Este “dia de descanso”, o sétimo dia, é uma porta de entrada (na santidade do Espírito Santo) pela qual podemos adentrar na presença do Deus Vivo.

Descrição de dias:

Dentro dos dias da semana da criação há meses, anos, décadas, séculos, milênios e eras. Dentro do tempo do dia do Senhor tudo está descrito. Exemplo: o homem quando vive nessa terra, vive em “seu dia de existência” (o dia presente) e tem antes “desse dia”, meses, anos e décadas. Semelhantemente, após esse dia passarão ou não muitos anos até o último dia. O dia significa o tempo atual e real daquele que vive! Porque o homem não vive em um mês ou em um ano, mas sim nesse dia que é o tempo atual e real.

Já o dia de Deus é o tempo presente, passado e futuro Dele em sua eternidade, incorruptível e sempre consciente e atual para Ele.

Hoje é o lugar no qual Deus ajunta tudo em incorruptibilidade!

E é neste Hoje que, para dar glórias a Deus, Cristo Jesus, o Ancião de Dias descrito em Daniel, aparece neste seu glorioso dia, para juízo de todas as nações.

“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.” Daniel 7:13,14

 

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